
Apesar de a vacina ser gratuita e estar disponível para todas as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde de Ilha Solteira, a Secretaria Municipal de Saúde está preocupada com a baixa adesão dos cidadãos à campanha.
De acordo com a Nota divulgada agora a pouco nas redes sociais da Prefeitura ilhense, a população estimada nessa faixa etária é de 1.457 pessoas. Destas, 361 receberam a primeira dose (24,78%) e apenas 151 completaram o esquema vacinal (10,36%).
“Vacinar é um ato de responsabilidade coletiva. Baixa cobertura vacinal significa maior risco. Portanto, é imperativo que pais e responsáveis procurem a Unidade de Saúde mais próxima e levem as crianças e adolescentes para se vacinar. Além da imunização, é essencial manter os cuidados diários, como eliminar água parada, manter quintais e caixas d’água limpos e permitir a entrada dos agentes de saúde”, alerta a publicação feita pela Secretaria de Saúde de Ilha Solteira.
A dengue é uma doença grave, que pode causar complicações e até levar ao óbito. Em períodos de aumento de casos, o risco de epidemias cresce, sobrecarregando os serviços de saúde e colocando a população em alerta.
QUEM PODE SE VACINAR?
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina contra a dengue pelo SUS, conforme recomendação do Ministério da Saúde. A vacina é uma medida complementar às ações de prevenção e contribui para a redução de casos graves, internações e óbitos. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
MONITORAMENTO INDICA ESTADO DE ALERTA
A Vigilância Epidemiológica do Município realiza, de forma periódica, a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que monitora a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras arboviroses. A ação consiste na vistoria de imóveis por amostragem, com o objetivo de identificar e quantificar recipientes com larvas do mosquito.
Na última avaliação, realizada em outubro de 2025, o índice foi de 2,17%, indicando que Ilha Solteira se encontra em estado de alerta para uma possível epidemia em 2026, especialmente nos períodos chuvosos. Diante desse cenário, além das ações de combate ao mosquito, é fundamental ampliar a cobertura vacinal, principalmente entre crianças e adolescentes.
RAIO-X DA DOENÇA NO MUNICÍPIO EM 2025
Casos notificados: 1.268
Casos positivos: 505
Casos negativos: 761
Em investigação: 2
Internações: 111
Óbitos: 0
(Marco Apolinário/JPN, com informações da AsCom/Governo de Ilha Solteira)