Mounjaro no SUS? Proposta de Lorinho gera impasse: Saúde pública ou conta impagável para Castilho?

O vereador Ademar Onório Ribeiro, popularmente conhecido como Lorinho, protocolou na Câmara Municipal de Castilho a Indicação nº 0031-2026, que sugere ao Executivo a disponibilização do medicamento Tirzepatida (comercialmente conhecido como Mounjaro) na rede pública de saúde. A proposta visa atender pacientes diagnosticados com diabetes tipo 2 e obesidade que possuam prescrição médica e acompanhamento pela rede municipal de saúde.

Dentre outros argumentos, a justificativa do parlamentar destaca que o medicamento é uma “tecnologia inovadora e eficaz para o controle da glicemia e redução de peso”, mas aponta o seu alto custo como o principal obstáculo para o acesso da população.

Segundo o texto da Indicação, o investimento público no tratamento poderia reduzir complicações de saúde e, consequentemente, gastos futuros do sistema municipal com doenças associadas, como hipertensão e problemas cardiovasculares.

A medida agora depende de estudos de viabilidade por parte da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde. A questão levanta um dilema frequente na gestão pública: de um lado, o direito ao acesso a tratamentos modernos e de ponta; de outro, o desafio orçamentário do Município em arcar com medicamentos de valor elevado.

QUAIS SÃO OS ARGUMENTOS DO VEREADOR

De acordo com a Indicação de Lorinho, estes são os principais motivos para a Secretaria Municipal de Saúde acatar sua sugestão:

  • Público-Alvo: A proposta foca em pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade, condições tratadas como problemas de saúde pública crescentes.
  • Ação do Medicamento: A Tirzepatida é descrita como inovadora por auxiliar no controle da glicemia e proporcionar redução significativa de peso.
  • Prevenção de Comorbidades: O texto argumenta que o acesso ao fármaco combate doenças associadas, como hipertensão e problemas cardiovasculares.
  • Viabilidade Econômica: A justificativa sustenta que o fornecimento pelo Município pode reduzir gastos futuros do Sistema Único de Saúde ao prevenir complicações graves.
  • Critérios de Acesso: O benefício seria condicionado à prescrição médica e ao acompanhamento rigoroso pela rede municipal de saúde.
  • Barreira Financeira: O vereador pontua que o alto custo do medicamento atualmente impede o acesso da maior parte da população que dele necessita.

O QUE VOCÊ ACHA DESSA INICIATIVA?

  • Você acredita que a Prefeitura deve priorizar a compra de medicamentos de alto custo para essas condições?
  • O uso de recursos públicos para este fim é a melhor estratégia de prevenção a longo prazo?
  • Quais seriam os critérios justos para decidir quem deve receber o tratamento primeiro?

Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da nossa saúde.

(Marco Apolinário/JPN)