O Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), vinculado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, em parceria com a ABIH-SP, divulgou os indicadores de desempenho da hotelaria paulista referentes ao mês de março de 2026.
Os números revelam um cenário de resiliência para o setor, com o Estado mantendo uma taxa de ocupação próxima aos 60%, impulsionada pela retomada vigorosa dos eventos corporativos e feiras de negócios na capital e grandes polos regionais.
PANORAMA ESTADUAL
No contexto geral de São Paulo, o mês de março foi marcado por um equilíbrio saudável entre oferta e demanda. A Diária Média (ADR) no estado fixou-se em R$ 412,00, um reflexo do aumento na qualidade dos serviços e da inflação setorial. O destaque positivo foi a “Capital Paulista”, que registrou os maiores índices de ocupação do estado, superando os 65% em virtude do calendário intenso de congressos.
FOCO REGIONAL: O NOROESTE PAULISTA
Para o Trade Turístico da nossa região, identificada no painel como Noroeste Paulista, os números trazem reflexões importantes. Com uma taxa de ocupação de 51,20%, ficamos ligeiramente abaixo da média estadual, mas apresentamos um crescimento consistente em comparação ao mesmo período do ano anterior.
- Pontos Positivos: A região tem conseguido manter uma Diária Média competitiva (R$ 345,00), o que atrai o viajante corporativo que busca custo-benefício. O turismo de pesca e o lazer regional nos fins de semana continuam sendo os pilares de sustentação da nossa ocupação.
- Pontos Negativos: A permanência média de 1,8 dias ainda é um desafio. O dado indica que o turista utiliza a região majoritariamente como ponto de passagem ou para estadias curtas de trabalho, sem estender o período para o lazer.
- Curiosidades: O levantamento aponta que o segmento de “Hotéis de Pequeno Porte” na nossa região teve uma performance superior aos grandes empreendimentos em termos de rentabilidade proporcional, indicando uma preferência do viajante por atendimentos mais personalizados e ágeis.
PERSPECTIVAS PARA O TRADE
Para os gestores e profissionais do turismo, o relatório da ABIH-SP reforça a necessidade de estratégias que aumentem o “tempo de casa” do hóspede. A integração de roteiros regionais — unindo o potencial fluvial de cidades como Castilho e Itapura com o turismo de compras e serviços de polos maiores — aparece como o caminho natural para elevar o RevPAR regional.
O mercado segue atento à flutuação dos feriados e à agenda de eventos agroindustriais, que costumam ser o grande motor de reservas para o segundo trimestre no Noroeste Paulista.
Desempenho Hoteleiro: Regional Noroeste Paulista vs. Estado de SP (Março/2026)
A tabela abaixo sintetiza os principais indicadores de desempenho, permitindo uma comparação direta entre a média estadual e o comportamento específico da nossa região.
| Indicador | Estado de São Paulo (Média) | Região Noroeste Paulista |
| Taxa de Ocupação | 58,40% | 51,20% |
| Diária Média (ADR) | R$ 412,00 | R$ 345,00 |
| RevPAR (Receita por Quarto) | R$ 240,60 | R$ 176,64 |
| Permanência Média | 2,1 dias | 1,8 dias |
(Fonte de dados: levantamento ABIH-SP/CIET para o mês de março de 2026)
(Marco Apolinário/JPN, com informações da ABIH-SP/CIET. Imagem gerada com auxílio de IA)