“A política só tem valor quando faz sentido na vida das pessoas.” Com essa premissa, a vereadora Profª Cátia Abreu colocou a neurodivergência no centro do debate público em Itapura. A parlamentar apresentou oficialmente ao Chefe do Executivo Municipal – prefeito Sergino Prado, a proposta de criação de um Centro ou Núcleo de Atenção às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições atípicas, como TDAH, dislexia e discalculia.
O projeto não busca apenas oferecer um teto para atendimentos, mas sim estruturar uma rede de cuidado multiprofissional que hoje é uma das maiores carências das famílias da região.
UM OLHAR PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO
A iniciativa da vereadora foca em, pelo menos, três pilares fundamentais para a dignidade humana:
- Saúde e Terapias: Atendimento especializado para o desenvolvimento de habilidades.
- Inclusão Social e Profissional: Programas de qualificação para garantir autonomia no futuro.
- Apoio às “Mães Atípicas”: O projeto prevê suporte psicológico e orientação para as famílias, que frequentemente enfrentam a jornada do cuidado sem o amparo necessário do Estado.
Respondendo uma internauta em sua postagem, Cátia ratifica seu engajamento, se solidariza com as famílias e renova compromisso com a causa:
“… nossas crianças merecem cuidado, atendimento de qualidade e, acima de tudo, dignidade perto de casa. Sabemos o quanto é desgastante para as famílias precisarem se deslocar para outros municípios, e o quanto isso impacta no desenvolvimento dos pequenos. Seguimos firmes nessa luta para que esse projeto se concretize o quanto antes, garantindo um espaço acolhedor, com profissionais capacitados e um atendimento verdadeiramente humano”.
ARTICULAÇÃO POLÍTICA E RECURSOS GARANTIDOS
Diferente de muitas sugestões que ficam apenas no papel, a proposta da Profª Cátia Abreu já chega à mesa do prefeito com lastro financeiro. Graças à articulação da vereadora, foram assegurados aproximadamente R$ 200 mil em emendas parlamentares.
Os recursos são frutos do apoio de dois nomes sensíveis à causa:
- Capitão Augusto (Deputado Federal): Conhecido por viabilizar recursos para infraestrutura e saúde nos municípios paulistas.
- Dani Alonso (Deputada Estadual): Atuante em pautas de assistência social e defesa dos direitos das pessoas com deficiência.


O CENÁRIO EM ITAPURA: O DESAFIO DOS DADOS
Um dos grandes obstáculos para políticas públicas eficazes no Brasil é a subnotificação. No Censo 2022 do IBGE, foi incluída pela primeira vez a pergunta sobre autismo, mas os dados detalhados por municípios pequenos ainda estão em fase de processamento e refinamento pelas plataformas de saúde.
Entretanto, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) — frequentemente utilizadas como base por gestores municipais — indicam que cerca de 1% a 2% da população mundial está no espectro autista.
Portanto, considerando a população estimada de Itapura (cerca de 4.000 habitantes), projeta-se que existam entre 40 e 80 pessoas com TEA no município, sem contar outras neurodivergências como TDAH.
A criação do Centro permitiria, inclusive, realizar um mapeamento real e atualizado desses cidadãos, transformando Itapura em um modelo de acolhimento e precisão estatística na região.
Que o protagonismo e engajamento sério de Cátia Abreu e sua parceria com outras esferas do Poder Legislativo nacional sirvam de exemplo a outros parlamentares não somente em Itapura, mas na região e que sua proposta seja colocada em prática pelo prefeito Nenzinho e suas competentes equipes de Saúde e Educação.
(Marco Apolinário/JPN)