Nos últimos dias, a implantação da Prainha Municipal de Castilho, no Bairro Iate Urubupungá, gerou questionamentos pontuais nas redes sociais sobre a escolha do local, por estar mais distante do centro urbano em comparação a outros trechos do Rio Paraná. A Prefeitura esclarece que a decisão é resultado de critérios técnicos, planejamento estratégico e visão de desenvolvimento a longo prazo.
O projeto será viabilizado por meio de convênio com o Governo do Estado, com investimento aproximado de R$ 2 milhões, além de contrapartida municipal em torno de R$ 800 mil. Trata-se de uma obra estruturante, pensada para garantir segurança, lazer e fortalecimento do turismo local.
LOCAL VISA MAIOR SEGURANÇA
A área definida para a implantação da praia, às margens do Rio Paraná, na Represa de Jupiá, não foi escolhida de forma aleatória. O local é tradicionalmente utilizado há décadas como espaço de lazer pela população, contando com condomínios residenciais e ranchos de segunda residência, o que consolida sua vocação turística e recreativa.
Outro ponto determinante é a segurança. Por se tratar de um trecho represado do rio, a área apresenta condições mais adequadas para banho e atividades recreativas, diferente de pontos localizados abaixo da represa, onde a correnteza é mais forte e representa maior risco aos banhistas.
TURISMO PLANEJADO, SEM EXCLUSÃO DE REGIÕES
A diretora de Turismo de Castilho, Wânia Simões, reforça que a escolha do Urubupungá não significa abandono de outras áreas do município.
“O Urubupungá foi escolhido por reunir condições técnicas, segurança e vocação turística já consolidada. Mas é importante deixar claro que o turismo em Castilho está sendo pensado de forma integrada. Nenhuma região ficará esquecida. Outras áreas também receberão projetos turísticos, respeitando suas características e potencialidades”, destacou a turismóloga.
Segundo Wânia, a implantação da praia faz parte de um plano maior de desenvolvimento turístico, que visa atrair visitantes, movimentar a economia local e valorizar as riquezas naturais do município.
GESTÃO E DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO
O prefeito Paulo Boaventura também se manifestou sobre o tema, ressaltando que a gestão municipal trabalha com uma visão ampla, pensando em toda a cidade, inclusive nos bairros mais afastados da região central.
“Como gestor público, tenho o dever de pensar o município como um todo. O turismo não pode ficar concentrado apenas em uma região. Precisamos levar investimentos, oportunidades e desenvolvimento para todas as partes da cidade, inclusive aquelas mais distantes do centro, que também merecem atenção e valorização”, afirmou o prefeito.
Ele ainda destacou que a Prefeitura já possui estudos e projetos em andamento para outras regiões, como os bairros Beira Rio e Porto Independência, além do Ribeirão do Moinho, na área conhecida como Cachoeirinha:
“Embora muita gente não perceba, Castilho possui grande fluxo de turismo nos finais de semana e, muitas vezes, a gente acaba não percebendo que o turista já movimenta boa parte da economia da nossa cidade”, defendeu o prefeito. “Por meio deles são gerados mais emprego, renda e desenvolvimento para nossa cidade. Seja nos postos de combustíveis, mercados, conveniências, hotéis e pousadas tem lá a mão de obra para atender o turista e ao mesmo tempo tem nesses locais a entrada do dinheiro que os turistas trazem”, finalizou Paulo Boaventura.
(AsCom/Governo de Castilho)